17 de janeiro de 2014

Her - Ela



Pari passu nos direcionamos para um completo individualismo social. Gadgets que nos aproximam e afastam ao mesmo tempo e blá, blá, blá... O fato é que, mesmo odiado por alguns, a comunicação virtual está cada vez mais latente em nossa sociedade. Tornou-se comum, sem julgamento de causa apenas uma constatação, casais em bares, restaurantes, de cabeça baixa, digitando ferozmente no seu brinquedinho. Ali, dentro daquela caixinha eletrônica, se encontram seus melhores amigos, parte de sua família e não muito raramente algum papo mais interessante ou engraçado do que aquele empreendido "ao vivo". E se esse (a) amigo (a) virtual não te satisfizesse mais? E se o seu papo se tornasse tão boooring quanto o papo à vera? E se criassem um sistema operacional que se adequasse à sua necessidade? Que trouxesse para você, o tipo de coisa que você precisa ouvir? Seria o máximo, ou não. Vai saber. E é justamente sobre isso que o filme "Her" fala.Um sistema operacional (com a voz da Scarlet Johansson) comprado por um Joaquin Phoenix quase irreconhecível, melancólico e solitário que se torna a sua melhor companhia.Quem nunca se pegou, sonhando em conhecer aquela pessoa pela qual se apaixonou pela internet. Sonhando com um toque, um abraço que fosse?

O Filme de Spike Jonze retrata de maneira sublime este sentimento. 
É o seu conto de amor.
O diretor já havia me ganhado pelo filme Where the Wild Things Are. Agora ele traz essa história bucólica e impensável de amor. Recomendo, mas já aviso: é um filme carregado de tristeza, apesar de te fazer rir em alguns trechos.

Gabriel Matos

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