27 de junho de 2013

O Grande Gatsby


Desde que me entendo por gente ouço falar do Grande Gatsby e confesso que não assisti a versão com Robert Redford por puro preconceito. Achava que era um daqueles filmes de gangsters do qual eu fujo como o diabo foge da cruz! Mas, assim como muitas pessoas, me rendi a essa nova roupagem que foi dada ao clássico e posso falar? Não me arrependi!
Desde os primeiros acordes da primeira canção do filme, ao letreiro final. Tudo perfeito! Quer dizer, quase tudo! Esse é um daqueles filmes calcados na estética visual o que, diga-se de passagem, foi feito com maestria, mas a sensação que se tem é de que foi deixado de lado o trabalho no roteiro que muitas vezes perdia-se em meio a tanta cor e brilho.
O livro Grande Gatsby, fora escrito por F. Scott Fitzgerald e publicado pela primeira vez em 1925. É considerado um dos maiores clássicos da literatura norte-americana. Ainda que recebido com poucos aplausos no momento do seu lançamento o tempo se encarregou de dar a ele o status de obra admirada e reverenciada por retratar de maneira fidedigna o estilo de vida de sua época.
Talvez tenha sido esse o problema da obra atual, o cineasta mais histriônico que já conheci Baz Luhrmann decidiu fazer a sua própria versão do clássico. E O Grande Gatsby (The Great Gatsby, 2013) de Baz Luhrmann  é justamente o que se aguarda dos filmes de Baz Luhrmann: uma produção com muito espetáculo e energia, mas que por vezes acaba deixando de lado a história e os personagens. Se não chega a ser um equívoco como Austrália (Australia, 2008), que mostrou como o cineasta se sentia pouco à vontade em um contexto de mais seriedade, também está muito longe de ser inspirado como Moulin Rouge – Amor em Vermelho (Moulin Rouge, 2001), onde Luhrmann conseguiu combinar de forma quase impecável todos os excessos que constroem a sua visão de cinema.
Enfim, como diversão sem grandes pretensões ele funcionou muito bem, sem contar que o final é belíssimo!

Gabriel Matos

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