22 de setembro de 2012

Como se vingar do marido traidor

Olá amigas leitoras! Sentiram falta da Moniquezinha aqui né? Estavam órfãs, eu sei. Muitas coisas aconteceram desde meu último post. Tive que responder algumas pendências judiciais por conta de agressões. Sou uma pessoa que sofre dos nervos, fazer o que? 
Mas não houve um dia em que eu não entrasse aqui, com uma saudade genuína dos tempos em que blog não era só imagens de memes. 
Enfim, chega de saudosismo que eu não sou dessas! 
Percebi que meu post sobre mulheres traídas repercutiu e ainda repercute muito nessas vias blogoscópicas informais! Por conta disso, a mamãe aqui resolveu fazer um outro post sobre vinganças! Que tal? Só pra contrariar os meus haters, porque sou dessas. Mas hoje não colocarei imagens, ao invés disso, contarei uma historinha.
Uma historia doce e pura que fala sobre uma traição. Uma traição com um final surpreendente e feliz.
Então vamos lá? Separem os estiletes, procurem uma gráfica para algumas impressões importantíssimas, lança mão de uma picareta e vem comigo!


***


Há algum tempo atrás, existia uma jovem que era totalmente "Alice": dedicada ao lar, adorava fazer guloseimas para seu homem, era daquelas que ao contrário de mim, viviam esquentando a barriga no "pé do fogão", arrumando a casa e pouco preocupando-se com sua própria aparência e felicidade. Sua alegria, era a alegria do seu homem, sua decepção, era a decepção do seu homem, sua fome, era a fome do seu homem. Nos tempos áureos, fora uma moça bonita, bem apanhada, articulada e extremamente inteligente. Mas tudo isso fora engolfado, engolfado por um amor terno e verdadeiro.

Dizem que o casal vivera por dez anos na maior felicidade, conhecidos e respeitados na rua em que viviam, eram tomados pelo casal perfeito.
Acontece que nem tudo eram flores, ao menos por debaixo do pano.
Num dia chuvoso, a pobre mulher, após terminar os serviços de casa (ela odiava empregadas, tinha medo de que alguma delas se engraçasse com seu precioso homem), resolvera sentar no computador para jogar um pouco de paciência, enquanto o assado da janta ficava pronto. Ao tocar no mouse, percebeu que o computador estava ligado e conectado a um e-mail estranho.
Curiosa que era, resolveu bisbilhotar. 
Melhor seria se não tivesse feito isso.
Era um e-mail repleto de mensagens de amor. Mensagens que ela sempre sonhara receber e nunca recebera . Resignada ela continuou a ler as centenas de mensagens, mensagens de até quatro anos atrás. E em meio a um desses correios eletrônicos, um título chamou sua atenção:

"Fotos da gente"

Ávida, abriu aquela mensagem. 
Antes não tivesse aberto. Antes tivesse morrido. Antes nunca tivesse nascido. Isso! Talvez não ter nascido tivesse sido uma boa opção.
Ali estava a razão da sua existência, o amor de sua vida. A pessoa por quem respirava, por quem vivia e por quem se alimentava. 
Ali estava ele: abraçado, nu numa auto-foto, com alguém. 
Alguém que não era ela e essa não era a pior parte:
Ele estava abraçado com outro homem. Ambos suados e com cara de quem haviam feito coisas. Coisas que somente ela fazia com ele.
Terrível constatação:
O pinto que era só dela estava sendo usado por outra pessoa!
Pior, por um homem. Um homem atraente e novo.
Um homem que nunca se sentiria atraído por ela.
Um novo choque:
Seu homem, exemplo de virilidade, era gay!
Milhões de pensamentos a atropelaram e ela ficou ali, entre chocada e aturdida, olhando aquela sequência de imagens, algumas explícitas, do sexo daquele casal.
Daquele casal, as duas outras pontas daquele triângulo amoroso insano para o qual ela havia sido arrastada contra a sua vontade.
Todas as reuniões de trabalho, todas as viagens a negócios. Tudo mentira!
Ela iria matá-lo. Assim que ele chegasse. Nada mais fazia sentido. Para que viver? O mataria e depois colocaria uma bala em sua própria cabeça.
Aqueles pensamentos de assassínio deram-lhe um pouco de alívio. Foi então que:
"NÃO! VOCÊ É LOUCA???"
Aquela voz em sua cabeça tomou-lhe de assalto e num segundo ela sabia o que tinha que fazer.



***



Seu marido tinha um excelente emprego estável. Era inteligente, aquele infeliz. Passara em um concurso de auditor logo cedo o que fazia com que gozassem de uma vida invejável. Por tal motivo, ele sempre viajava e ela, a "Alice", se mantinha em casa, cuidando das coisas. Nunca conseguira engravidar, mas mais cedo ou mais tarde tomariam a iniciativa de adotar alguém. Ou ver uma barriga de aluguel, quem sabe...
Alguns dias haviam se passaram desde que vira aquela monstruosidade em forma de correio eletrônico. Desde então, ela trabalhou em seu plano de vingança durante todo o tempo. 
Naqueles dias negros, fora ao fundo do poço. Chegando lá, percebeu que não era fundo o suficiente e cavou de colherinha. Chorou, jogada ao chão, roupas rasgadas e desgrenhada. Tudo isso durante o dia, enquanto ele não estava em casa.
Próximo ao horário do traidor chegar, ela fazia como de costume. Tomava banho, maquiagem e penteado cuidadoso.
Tudo como sempre. 
Enquanto isso, ela amadurecia a ideia, colocando cada passo em prática e com minucioso cuidado. Não podia errar nem permitir que a emoção também a traísse, ah isso não! Tudo tinha que ser conduzido à perfeição.



***


Ela iria viajar. Precisava ver sua família que morava em outra cidade, a saudade estava consumindo-a. Seus pais moravam há quase 400 km de onde eles residiam agora e ela PRECISAVA vê-los. No início o marido relutou, porém depois, ela viu em seus olhos e em suas palavras uma vontade nascendo e crescendo. Uma vontade de vê-la longe. Com o decorrer dos dias, ela percebeu que ele queria que ela fosse, queria não era bem a palavra, ele NECESSITAVA que ela fosse pra casa dos pais passar alguns dias pois, segundo as palavras dele, "ela parecia cansada e pra baixo".
E assim ela fez. Arrumou as suas malas, e numa nublada tarde de sexta ela partiu para casa dos pais. Eram quase sete horas de viagem no ônibus e em cada segundo ela repassou os passos do seu plano.
Seu plano perfeito.
Quando chegou na casa de seus pais dormiu o sono dos inocentes, mesmo não estando mais tão inocente assim. Acordou pela manhã bem disposta e falando a todos do quanto amava seu marido e sentia sua falta. Foi um lauto café da manhã. E ela comeu como se fosse sua última refeição. E poderia ser.
Quando terminou, relatou aos pais que precisava voltar para casa, pois a saudade do seu marido a estava consumindo. Viu a incredulidade nos olhos do seu pai, mas sua mãe a entendia, podia ver isso em seu olhar de condescendência. Ela pediu que não falassem a ele por telefone, queria fazer surpresa.
Minutos depois, estava num ônibus voltando para sua casa, o coração a mil.
Chegou em casa já noitinha, tremendo. Mas inacreditavelmente se sentia em paz.
Abriu o grande portão de madeira da casa com todo o cuidado e foi diretamente a caixa do motor da piscina. Pegou aquele saco preto e o abriu, colocando-o cuidadosamente em sua bolsa e segurando firmemente o seu conteúdo. Agora não podia voltar mais atrás.
No seu íntimo ela queria que ele não estivesse fazendo o que ela imaginava que faria, mas pôde ouvir vozes dentro de casa e a luz do seu quarto acesa.
Enfim, ele o trouxera para dentro de casa, para a SUA casa, para sua CAMA.
Abriu a porta silenciosamente, agradecendo a Deus pela ideia de lubrificá-la dias antes. Deixou-a encostada e subiu as escadas.
A porta do quarto estava aberta e ela agora podia ouvir os gemidos e sussurros que vinham dali.
O cheiro de sexo impreguinava o local.
Pé ante pé, ela aproximou-se daquele antro, cada passo a levando para um desfecho tenebroso.
Colocou-se de frente ao quarto e observou, calada e fria, o amor daqueles dois.
- Imundície, isso não pode ser algo concebido por Deus. -Ela falou.
Eles gritaram assustados.
Ela pediu calma e falou de forma compassada e tranquila, que não era necessário pânico. Ela já sabia de tudo a algum tempo. Mas ela podia perceber que seria impossível eles não ficarem em pânico sendo que ela segurava em suas mãos uma das armas do seu marido, uma reluzente 380.
A paz se instaurou sobre ela. E de forma calma e compassada ela colocou a outra arma do marido no chão,   chutando-a em direção aos dois e sem abaixar a sua própria, que continuava mirando na cabeça da bicha bonita com quem seu homem acasalava minutos antes. Enquanto seu ex-marido pedia calma, ela gritou friamente para o amante do seu marido:
- Pegue!
A bichinha abaixou trêmulo e pegou a arma, com uma cara de que nada entendia. Ela então falou a ele o que tinha em mente. Ele teria que matar o seu ex-marido. Matar com aquela arma. Somente assim ele sairia vivo dali. Ou ele matava, ou ela matava os dois. Seus marido estava com olhos desvairados e tentou se mexer, ela avisou que se ele fizesse algum movimento, ela atiraria nos dois. Da distância em que ela se encontrava seria fácil. Ela estava com uma pistola. Porém, qualquer aviso seria supérfluo. Ela podia ver que o reflexo do seu ex-marido, outrotra tão aguçado, agora encontrava-se embotado pelo medo e surpresa. A bichinha ganiu alto. Seu ex-marido guinchou em horror.
Ela falou mais uma vez para a bichinha:

-Atire.
E sem exitar nem um segundo, talvez pelo instinto da sobrevivência, a bichinha atirou. Com as mãos trêmulas, miraculosamente acertou em cheio entre os olhos do traidor. O seu ex-marido caiu com um baque surdo no chão.
Ela, então, pediu a chorosa bichinha que colocasse a arma no assoalho. A bichinha por um momento pareceu querer apontar de volta para ela, mas percebeu que aquela mulher não estava  para brincadeiras. Colocou, tremendo, a arma no chão e num fiapo de voz a bichinha implorou:
- Po-po-por favor, não me ma-mate. Eu não sabia que ele era casado!
Friamente ela respondeu:
- Não vou te matar meu amor. Apenas vista-se.
A bichinha foi correndo se vestir enquanto chorava copiosamente. Ela se virou e deu as costas.
Como esperado e planejado por ela, a bichinha, depois de vestida, correu até a arma que estava no chão, apontou para ela e atirou. Uma, duas vezes. A primeira, pegou na parede logo ao lado de sua orelha, a segunda atingiu-lhe o ombro. A dor foi excruciante. Um queimor depois de um murro com punho de aço.
Ela gritou o mais alto que pôde e correu. Correu como se daquela corrida dependesse a sua vida!
Correu gritando para que todos ouvissem. Gritou e desceu as escadas assim, histérica. Atravessou o jardim chorando e clamando, gritando loucamente e colocando para fora com aqueles gritos tudo o que havia lido, expurgando de sua mente todas as imagens vistas dias antes e naquele dia também, chegou a caixa da piscina e ali jogou a pistola, sem parar de gritar nem um por um segundo.
Saiu à rua gritando, pedindo socorro e esta logo se enchera de gente. E ela ensanguentada, assustada e por que não, vingada, gritava:
-Mataram meu marido! MATARAM MEU MARIIIIIIIIIIIDO!!!


***


Dias depois ela ficou sabendo que encontraram o assassino tentando fugir pelos muros do fundo. Fora linchado e morto pelos vizinhos que conseguiram capturá-lo ainda em seu quintal. Ela fora encaminhada ao acompanhamento psicológico depois de ter passado por uma cirurgia para reconstrução dos ligamentos do ombro. Não ficaria perfeito, mas funcionaria.
No funeral do seu ex-marido. Ela chorava copiosamente. Todos a olhavam penalizados por tão triste história. Voltou de viagem só para ver o marido morrer pelas mãos de um amante gay.
Tudo indicava que ela seria a vítima principal do assassino. O mesmo vinha a anos ameaçando o marido dela de que se não a deixasse ele a mataria. Estava tudo registrado em e-mails trocados entre os dois.
Ela só pensava no que acabara de perder. Não apenas a sua vidinha pacata e perfeita. Mas no seu companheiro. Não aquele monstro de seis braços que ela vira em cima da bichinha, mas sim o homem com quem vivera por anos e por quem devocionara a sua vida.
O tempo passara, ela recebeu todo o seguro de vida do ex-marido. Ficara com o salário também. não demorou a encontrar um jovem rapaz com quem passara a conviver. Não havia amor, mas havia sexo. Quente, lascivo e cheio de paixão.
Conseguiu três grandes feitos: Ficara rica, tornara-se a mulher que nunca havia sido e praticou o crime perfeito.
A 380 depois de devidamente limpa, repousa no cofre em seu escritório.
Hoje ela escreve em um blog de sucesso e está feliz.
Como eu sei de toda essa história? Bem, apenas sei!

Beijocas!

Monique Lamert

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3 Amigos Me Deram uma Luz

Write Amigos Me Deram uma Luz
Anônimo
AUTHOR
21 de janeiro de 2014 18:35 delete

ADOREIIIIIIIIIIIIIIII!!!!

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Anônimo
AUTHOR
26 de agosto de 2014 13:14 delete

Que bom, estava sem ideias... Agora sei o que fazer!

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12 de março de 2015 22:07 delete

kkk, muito bom, captou minha atenção.

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