27 de fevereiro de 2012

Vocês já ouviram falar de Rosinha minha Canoa?

"ANTIGAMENTE, quando escrevia, deixava entrever minha ternura mas com muito medo. Queria que todos os meus romances cheirassem a sangue e viessem rotulados com o carimbo de: Machos pra Burro. Foi preciso que chegasse aos quarenta anos para perder todo o terror de minha ternura a derramar por minhas mãos que queimam de carinho (quase sempre sem ter ninguém para o receber) a simplicidade deste meu livro. Leia-o quem quiser. De uma coisa estou certo: não tenho nada de que me desculpar perante o público. Apresento, pois, ROSINHA, MINHA CANOA" (José Mauro de Vasconcelos na introdução do seu livro)

Li esse livro quando tinha dez anos, talvez motivado pelo fato de que Meu Pé de Laranja Lima, do mesmo autor, tenha mexido tanto comigo, ou só porque ele tava ali na estante de minha mãe mesmo e eu adorava ler qualquer coisa que me chegava às mãos. O fato é que me deparei com um dos livros mais lindos e mais sensíveis ao qual já tive o prazer de ler. Vasconcelos para mim, era o gênio de sua geração. Um gênio mal compreendido por muitos e amado por outros tantos. Ele, na minha humilde opinião, alcançou a perfeição nesta obra que retrata a vida de uma canoa. Sim, uma canoa! Mas não uma canoa qualquer, ela era a canoa Rosinha, e acreditem, uma personagem que participa ativamente da história. 
Detalhe, no final do livro, depois de uma narrativa esplêndida, uma surpresa linda e tocante te aguarda. Preparem os kleenex para quando for lê-lo, pois vocês vão precisar. 

Essa é a versão que tenho ainda hoje

Gabriel Matos

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