6 de fevereiro de 2012

Porque não assistir "A Filha do Mal"

Muito alardeado lá fora como um filme incomum e diferente sobre um tema abordado à exaustão, A Filha do mal, ao contrário do que se pensa, não é um filme de exorcismo fácil de se digerir. A película demora a trazer alguma ação e quando o faz, parece forçado, fora do contexto.

Em alguns momentos você fica tonto com a câmera e a tentativa em se mostrar que aquilo foi real e que todos os acontecimentos farão parte de um documentário. Falhas no roteiro minam a pouca veracidade e linearidade que se vê na tela e provocam em alguns momentos mais risos do que sustos. A pobre Fernanda Andrade, a brasileira que protagonizou o filme, se mostra deslocada, perdida e não passa nenhuma credibilidade à sua personagem Isabella.

Sem contar as cenas que se mostram desnecessárias e apelativas, como a sequência do batismo por exemplo, que foi de uma violência visual que beirou o desespero. Quase me levantei da cadeira e me retirei da sessão.
Como ponto positivo, posso falar das cenas em que os corpos se contorcem, são bem reais e assustam, talvez o ponto alto de todo o filme.
Pontas ficaram abertas, não sei se numa tentativa de se manter algum segredo para uma possível continuação, mas o que me pareceu, foi que houve uma extrema incapacidade dos roteiristas em amarrar uma história pífia e sem nexo, onde padres contam segredos para um possível documentário, que mais tarde poderia comprometê-los e serem usados contra eles.
Filme dispensável que só demonstrou o quanto os filmes de "terror" atuais precisam beber nas fontes dos filmes antigos que davam medo, divertiam e não eram apelativos. Não curti e não recomendo.

Gabriel Matos

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