14 de novembro de 2011

Um novo uso para o Game Boy

Por Teddy Amargura

Quem não lembra do Game Boy? Aquele maldito videogamezinho que todos nossos amigos mais abastados possuíam e nós não. Lembraram? Pois é, um cara chamado Sebastian Bender, pelo visto, um bastardo que teve o aparelhinho em sua rica infância européia, conseguiu dar uma nova função para o obsoleto Game Boy. Ele cismou de fazer músicas chatas e sem sentido, utilizando para tanto, apenas sons produzidos pelo infeliz eletroniCUzinho. Eu particularmente odiei, mas pelo visto houve muitas pessoas, que não entendem lhufas de música, que acharam o maior barato. Vai entender. 


Vendo esse vídeo ridículo lembrei-me de quando eu era 4ª série. Na minha turminha tinha um filhinho de papai, o Maurício, que andava pelos corredores sendo seguido por um séquito de puxa-sacos. Tudo porque o salafrariozinho possuía os brinquedos mais legais. Eu, claro, era o excluído de sua trupe. Mas também, nem queria participar de toda aquela baboseira: Ir a mansão dele tomar banho de piscina nos finais de semana, nem viajar para a fazenda dos seus pais nas férias, ou ainda ser convidado para ir à Disney na fita, com tudo pago por seu progenitor, um rico dono de lotérica na cidade.


Acontece que ele era obcecado pelo Game Boy dele e o glutão (ele era gordo e adorava comer os lanches mais caros da lanchonete do colégio) possuía mais de 100 joguinhos e cada dia ele ia com um. Todos importados, todos trazidos de sua última ida a Orlando.


Eu precisava dar um jeito nele.


Acontece que um dia, no recreio, o bostinha esqueceu seu Game Boy sob a mesinha na sala de aula. Eu, como sempre, passava a hora do intervalo ali dentro, sozinho, pensando amenidades e comendo o Mirabel que minha mãe mandava de lanche (odiava aquilo). Certifiquei-me de que estava só e furtivamente fui até a mesa do Maurício. Peguei seu vídeogamezinho sujo e, sem querer, deixei cair no chão, o que acabou por estilhaçar a telinha preta e branca daquela coisinha frágil. Friamente coloquei o, agora falecido, aparelhinho no mesmo local de antes e saí da sala. 


Ahhh, como foi divertido observar de longe o rosto branco e feio do Maurício se contorcendo de desespero ao ver o seu precioso danificado.
Daquele dia em diante, o Mauricinho nunca mais levou nenhum brinquedinho ao colégio, mesmo porque, meses depois, seu pai foi preso por alguma fraude na receita, que eu na época não entendia muito bem e ele, junto com sua família, sumiu da cidade, não sem antes perder tudo o que conquistaram ao custo de muita falcatrua.


Doces tempos que não voltam mais...



Teddy Amargura

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4 Amigos Me Deram uma Luz

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NerphirimUser
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17 de novembro de 2011 14:27 delete

Porra cara, tu é muito mau.

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lu
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17 de novembro de 2011 14:55 delete

Blog cheio de psicopatas. tenho medo de vcs

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manolo
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20 de novembro de 2011 23:49 delete

Doente ! e invejoso também !

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Anônimo
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25 de novembro de 2011 14:04 delete

Pobre recalcado da porra! O Maurício não tinha culpa das filhadaputagens do pai.
Você merece se foder o resto da fica seu favela de merda!

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