4 de setembro de 2010

O Diferente (A Cabrinha Demoníaca)

Por que o diferente assusta e nos causa tanta repulsa?

Por que nos afugenta e nos faz sentir incomodados com o menor sinal de sua presença, mesmo que aquilo não nos influencie, nem mude em nada o curso de nossas enfadonhas vidas?
Me questiono e por mais que me questione, não chego a alguma conclusão plausível.
Quem decide o que é normal e anormal?
As normas sociais? As normas pessoais?
As normas e convenções me dão sono.
Vejamos o caso da pobre cabrinha, que vítima de um logro maudoso, se viu numa situação nada menos que desesperadora:






Observem o desespero da pobre criaturinha, tentando a todo custo se integrar, fazer parte, se sentir acolhida naquele que ela acredita piamente ser seu lugar.
Veja que até mesmo entre os animais, o diferente assusta e sim, doa em quem doer, mesmo que essa dor seja em mim, causa uma enorme repulsa.
Mas à cabrinha, faltou o entendimento para fugir de tão aviltante situação. 
Sempre me vi como aquela cabrinha: Solitário buscando a qualquer custo ser aceito por aqueles que eu adimirava. Nunca fui e por tal motivo, busquei não me adaptar às convenções e sim me entender comigo mesmo, aceitando e compreendendo que eu nunca seria igual aos outros. 
Sempre enxerguei o mundo com muita clareza, as sutilezas humanas e suas falsidades e isso me tornava a cada dia mais introspectivo e desconfiado. 
Com o tempo, encontrei pessoas que assim como eu, se sentiam deslocadas e mal compreendidas pelo mundo e foi dessa forma que achei meu lugar e aqueles que vivenciaram a mesma experiência vivida por mim.





Gabriel Matos

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