3 de setembro de 2010

A História sem Fim

Quem nunca teve aquele filme que depois de assistido pela primeira vez se tornou o seu preferido e o acompanhou por grande parte da sua infância? Aquele filme que povoava seus sonhos e te fazia vibrar ao se colocar no lugar de seus personagens favoritos? Aquele mesmo, que te fez chorar e sorrir em doses nem sempre equilibradas, te levando a esquecer os problemas cotidianos ao menos no curto período em que durava a história?
Eu tive um e foi A História sem Fim.
O primeiro e não os dois que vieram em seguida.
Desnecessário dizer que esse filme virou uma verdadeira obsessão para mim. 
Em minhas brincadeiras solitárias eu sempre fazia o papel do Bastian, o menino que havia acabado de perder a mãe e vivia só, sendo perseguido e magoado pelos outros garotos de sua idade. Até que num dado momento ele encontra um livro, livro esse que muda sua vida.
Com a ajuda desse livro, ele conhece Atreyu, o garoto guerreiro a quem ele passa a acompanhar numa longa jornada para ajudar Fantasia, o reino que está se extinguindo por causa do Nada.
Atreyu era o modelo perfeito do amigo que eu nunca tive. 
E Falkor (Fulkur no original)...
O que dizer desse dragão com cara de cachorro?
Quantas vezes sonhei voando em suas costas, perseguindo e assustando aqueles que me perseguiam e me assustavam em meus dias de tormento e noites insones...
Foram muitas...
O filme foi lançado em 1984 e obteve um enorme sucesso, virando um clássico dos anos 80. Até mesmo sua trilha sonora, cantada por Limahl, foi tocada à exaustão e até hoje é ouvida.
Com esse filme senti medo do Nada que se aproximava, do Gmork, o lobisomem escondido em uma caverna, chorei com a morte de Artrax, o cavalo de Atreyu e sorri com a perseguição aos moleques que atormentaram Bastian no início do filme.
Poderia escrever inúmeras coisas a respeito do filme, como a morte do cavalo que fez Artrax, durante a gravação em que ele afunda no pântano, que o boneco de Falkor está em um museu na Alemanha... Mas o post ficaria longo e aprendi que posts longos afugenta os leitores.
É, eu sei que esse já está longo.










Vale a pena dar uma conferida em cada um dos vídeos que postei em seguida com o making off do filme. Apesar de estar em alemão, dá para se ter uma idéia de como eram feitos alguns dos efeitos e truques na época em que a computação gráfica ainda não era tão usada.










Gabriel Matos

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1 Amigos Me Deram uma Luz:

Write Amigos Me Deram uma Luz
Anônimo
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12 de maio de 2013 19:11 delete

SOU FÃ NUMERO UM DESSE FILME GOSTARIA DE BAIXAR O 3 COM O AUDIO BOM NÃO ESTO CONSEGUINDO TODOS QUE BAIXO O AUDIO ESTA RUIM..

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